domingo, 20 de maio de 2012

HEPATITE "C"... Um alerta necessário.

**O QUE É: A hepatite C é uma doença inflamatória do fígado, causada por um vírus denominado VHC (vírus da hepatite C). **TRANSMISSÃO: A sua transmissão se dá através do sangue contaminado pelo vírus da hepatite C (VHC), que penetra na corrente sanguínea de um indivíduo sadio. **OUTRAS VIAS DE TRANSMISSÃO: além da transfusão de sangue (principalmente antes de 1992) e derivados de sangue; Transplantes de órgãos e tecidos; Agulhas, seringas e ferimentos; Uso de drogas injetáveis ou aspiradas; Hemodiálise; Tatuagens e piercings; Outros materiais que possam conter sangue contaminado. **SINTOMAS: Cada pessoa reage de forma diferente. A primeira aplicação normalmente produz efeitos de gripe forte. Algumas pessoas se queixam de dores musculares, febre e calafrios. A tendência é que estes sintomas desapareçam quando o organismo se acostume com o medicamento. Outros sintomas como dor de cabeça, fadiga e falta de apetite também podem ser sentidos. Com o término do tratamento estes sintomas somem. Mais de 80% dos contaminados pelo vírus da hepatite C desenvolverão hepatite crônica e só descobrirão que tem a doença em exames por outros motivos, como por exemplo, para doação de sangue. Outros casos, aparecerem até décadas após a contaminação, através das complicações: cirrose em 20% e câncer de fígado em 20% dos casos com cirrose. **EVOLUÇÃO DA DOENÇA: A evolução da doença é lenta e pode chegar a mais de 30 anos sem que o doente perceba. Algumas consequências possíveis são hepatite crônica, cirrose e câncer de fígado. Tanto a cirrose como o câncer de fígado podem levar a uma indicação de transplante de fígado. **COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO: O diagnóstico da hepatite C é feito através do exame anti-HCV. Este exame pesquisa o anticorpo contra o vírus e é feito através de uma simples coleta de sangue. Fale com seu médico e faça o teste. A pesquisa diagnóstica busca anticorpos circulantes contra o vírus C (Anti-HCV). Quando presentes, podem indicar infecção ultrapassada ou atual. A confirmação de infecção atual é feita pela identificação do vírus no sangue, pelo método da Reação da Cadeia da Polimerase (PCR RNA-HCV). Com a evolução, aparecem alterações de exames de sangue e da ecografia (ultrassonografia) de abdome. Muitas vezes o médico irá necessitar de uma biópsia hepática (retirada de um fragmento do fígado com uma agulha) para determinar a grau da doença e a necessidade ou não de tratamento. São realizados também a detecção do tipo de vírus (genotipagem) e da quantidade de vírus circulante (carga viral), que são importantes na decisão do tratamento. **TRATAMENTO: A combinação de dois medicamentos, o interferon convencional ou interferon peguilado mais a ribavirina, representa hoje o tratamento padrão para pacientes com hepatite crônica C. **A CURA: É possível eliminar o vírus da hepatite C do sangue. Esta eliminação é chamada de resposta virológica sustentada e alguns médicos a classificam como "cura". A única maneira possível de se eliminar estes vírus é com o tratamento, por isso é indispensável que o paciente cumpra todas as orientações médicas. **TRANSMISSÃO PELA RELAÇÃO SEXUAL: Há indicações que o VHC pode ser transmitido através da prática sexual, mas com uma frequência muito baixa. Entretanto o vírus da hepatite B (VHB) e do HIV são facilmente transmitidos durante relações sexuais. **PREVENÇÃO: A prevenção da hepatite C é feita pelo rigoroso controle de qualidade dos bancos de sangue, o que no Brasil, já ocorre, tornando pequeno o risco de adquirir a doença em transfusões. Seringas e agulhas para injeção de drogas não podem ser compartilhadas. Profissionais da área da saúde devem utilizar todas as medidas conhecidas de proteção contra acidentes com sangue e secreções de pacientes, como o uso de luvas, máscara e de óculos de proteção. O uso de preservativo nas relações sexuais com parceiro fixo não é indicado para prevenção da transmissão da hepatite C. Pesquisa: www.hepatites.com.br; www.abcdasaude.com.br